Registro Fotográfico: Ocupação Cultural Espaço Comum Luiz Estrela


Registro Fotográfico: Espaço Comum Luiz Estrela (Ocupação Cultural)
Endereço: Rua Manaus, 348 - Belo Horizonte/MG.
Por: Júnio G. P. Machado


"Em abril de 2013 um grupo de artistas começou a discutir sobre a proposta de intervenção cultural em um imóvel abandonado na cidade. O imóvel escolhido para a intervenção foi construído em 1913, primeiro hospital militar de BH (Hospital Militar da Força Pública), só que inutilizado desde 1994. O prédio foi também Hospital de Neuropsiquiatria Infantil (com crianças abrigadas possivelmente em formas extremas de severidade) e o Instituto de Psicopedagogia."
Fonte: http://nossacausa.com/espaco-comum-luiz-estrela/ 








Segundo o coletivo do Espaço, “a escolha do prédio levou em conta o tempo de abandono (cerca de 20 anos), a titularidade do domínio (o imóvel é público estadual), a localização central, o fato de ser um bem tombado pelo patrimônio histórico e cultural em acelerado processo de degradação e a existência de um hospital psiquiátrico infantil ao lado, o que permitiria um trabalho no campo da loucura na perspectiva antimanicomial”.


















O que fazem?

O coletivo se depara atualmente com uma disputa judicial com a Fundação Lucas Machado, mas isso virou só um detalhe diante dos resultados práticos que o Espaço Comum Luiz Estrela tem conseguido, e diante do lugar que este espaço hoje ocupa no discurso e nos lares do povo da região metropolitana de Belo Horizonte. Com apoio dos movimentos sociais e com assessoria jurídica popular já com experiência em ocupações urbanas (BH tem casos latentes neste sentido, diga-se de passagem, vide Ocupação Eliana Silva e outras), assessoria de profissionais com experiência em Patrimônio Histórico e logo após a ocupação a solidariedade de muitos simpatizantes o Espaço se materializa.
Muitas intervenções culturais já foram realizadas deste então e o local se reafirma como Espaço Cultural Popular Inclusivo. O Espaço Comum Luiz Estrela é uma, se não a mais singela manifestação e sinalização ao município e estado de como se faz política pública inclusiva e como é de primeira ordem a necessidade de expressão coletiva a partir da arte e dos talentos de todos e que é por sinal uma forma barata de investir em qualidade de vida.
O cotidiano cinzento de uma região metropolitana não representa os sonhos e perspectivas coletivas de quem vive nela. Há uma reflexão de inclusão que tem que ser considerada seriamente. O nome do espaço é uma homenagem ao Luiz Estrela, poeta e morador de rua que foi assassinado no mesmo ano. Infelizmente Belo Horizonte tem um alto índice de assassinatos e desaparecimento de pessoas em situação de rua, que faz alusão ao exercício de política silenciosa de extermínio que precisa ser combatida.



Texto retirado do site: http://nossacausa.com/espaco-comum-luiz-estrela/  (05/09/2018)

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