Musealização e Museu em Processo
Musealização
e Museu em Processo
Ao
analisarmos o livro Conceitos Chaves de Museologia logo fica claro a ideia de
que “musealização” nada mais é do que a retirada de um objeto de seu contexto
natural e a transformação do mesmo em uma museália, ou seja, fazer com que o
mesmo perca o seu valor de uso e passe a ter a função de um documento
científico da cultura material da qual o mesmo foi retirado.
Por muito tempo o
museu funcionou tendo como função principal a preservação e a exibição de
objetos considerados como exóticos ou históricos sendo uma das suas principais
características a comunicação unilateral e verticalizada, em outras palavras, o
museu era considerado o detentor da “verdade”, a este tipo de museu
convencionou-se a utilização do termo “museu clássico” para designá-lo.
Ao
longo do século XX vários movimentos populares começaram a contestar a
participação popular nos espaços voltados para a arte e a cultura, estes
movimentos, principalmente ao longo da década de 70, tinham como principal
intuito a democratização das tomadas de decisão no que diz respeito às
políticas de preservação e comunicação patrimoniais.
Um bom exemplo da busca
por uma política patrimonial mais inclusiva pode ser observado nas
considerações feitas pela Mesa Redonda de Santiago e também nas convenções da
Unesco, onde a diversificação e a ampliação do conceito de patrimônio foram
amplamente discutidas.
A
música “Como uma onda”, trabalhada e cantada em sala, nos traz a representação
daquilo que se espera dos museus contemporâneos, instituições democráticas,
dialógicas e em constante processo de transformação e renovação “em um indo e
vindo infinito”.


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