PROJETO PARA UM ESCRITÓRIO BIOCLIMÁTICO - Sustentabilidade em eras digitais

PROJETO PARA UM ESCRITÓRIO BIOCLIMÁTICO 
Sustentabilidade em eras digitais


Este trabalho consiste na elaboração de um projeto para um escritório de arquitetura, onde a principal proposta é conceber uma edificação que cause o menor impacto possível ao meio ambiente natural e construído. Para atingir esta meta adotamos os princípios de sustentabilidade adotados pelo arquiteto Renzo Piano e seu escritório, alem de optar por materiais e técnicas construtivas antelativas, que tomamos como possíveis soluções para atingir um ponto de equilíbrio entre arquitetura e meio ambiente.

Renzo Piano, nascido em Génova em 14 de setembro de 1937, o arquiteto toma partido da tecnologia em seus projetos, sempre em busca dos benefícios que ela pode trazer para o conforto e necessidades do usuário. Em sua carreira já recebeu os principais prêmios de arquitetura, como o Pritzker Prize, em 1998, e a Gold Medal do AIA, em 2008.

Piano, em seus projetos, lança mão de aspectos que dizem respeito a filosofia e cultura local, tendo como uma de suas principais características a representação desta realidade regional com uma linguagem contemporânea. O misto criado por Piano demonstra um ponto ótimo entre a tradição e os
recursos oferecidos pela técnica.

    CORTE A


Vedação 

(uso de alvenaria ou sistemas racionalizados e sustentáveis)

Nas paredes de vedação foi feita uma mescla de sistemas vernaculares, tais como o adobe e a taipa de pilão, utilizando mão de obra local.


    CORTE B



Princípios básicos norteares do projeto:

•Avaliação do impacto sobre o meio em toda e qualquer decisão, buscando evitar danos ao
meio ambiente, considerando o ar, a água, o solo, a flora, a fauna e o ecossistema;
•Implantação e análise do entorno;
•Seleção de materiais atóxicos, recicláveis e reutilizáveis;
•Minimização e redução de resíduos;
•Valorização da inteligência nas edificações para otimizar o uso;
•Promoção da eficiência energética com ênfase em fontes alternativas;
•Redução do consumo de água;
•Promoção da qualidade ambiental interna
•Uso de arquitetura bioclimática.
•Adoção de sistema estrutural que não submeta o operário a condições sub humanas



   PLANTA DE COBERTURA

Captação de águas pluviais:

Primeiramente, nos jardins foram criadas bacias de captação de água pluvial. Nesse sistema a água captada passa por um processo de filtragem através de camadas de agregados de vários tamanhos (brita grossa, brita fina e areia), o que possibilita a sua reutilização em atividades que não exijam o uso de água potável.


O sistema de captação de água pluvial também foi adaptado ao plano de cobertura, fazendo com que o as águas provenientes de chuvas não alcancem as vias públicas imediatamente.

Tratamento de esgoto no próprio edifício

Foi usada fossa séptica biodigestora: “consiste em desviar a tubulação dos vasos sanitários das residências para caixas de fibrocimento, que transformam o material em fertilizante orgânico, via processo de bio digestão anaeróbia. Com isso, além de não haver contaminação do lençol freático, ainda é possível obter um efluente líquido que pode ser utilizado para enriquecer as propriedades do solo.”


   FACHADA NÍVEL DA RUA


Sistemas de iluminação:

Utilização de lâmpadas de led e sistema elétrico com dutos aparentes, facilitando aplicação e manutenção

   COBERTURA VERDE

Construção:

Na escolha dos materiais aplicados a construção foi levada em conta a sua procedência e facilidade de execução. Um dos fatores ao qual se deu a maior enfase foi o das condições as quais o operário é submetido ao executar o projeto, materiais que apresentam maiores riscos ao operário foram descartados.

A estrutura proposta é de aço pois apesar de exigir mão de obra qualificada, possibilita uma maior velocidade de execução e diminui o coeficiente de segurança aplicado nos cálculos de engenharia. Já o adobe possui e a taipa possui uma grande facilidade de execução e manutenção, alem de grande rapidez em sua decomposição.


    FACHADA FRONTAL


Ventilação: (torre de vento / ventilação cruzada)

Um dos princípios norteadores do projeto foi sua localização e avaliação das condicionantes físico ambientais (microclima). De acordo com a orientação Norte da fachada principal, foi criado um elemento facilitador da troca de ar, saída de ar quente e entrada de ar frio (efeito chaminé).

A chamada torre de vento possui revestimento na face Norte de vidro, possibilitando o aquecimento do ar interno do mesmo e estimulando a saída do ar também quente, presente no interior da edificação, dessa forma as grandes aberturas (janelas), trazem o ar frio de fora para dentro da mesma, criando o efeito de ventilação cruzada.





Bibliografia:

-LAMBERTS, Roberto. Eficiência energética na arquitetura. 2ed.

-LENGEN, Johan Van. Manual do arquiteto descalço.

- WEB:
www.embrapa.gov.br/imprensa/noticias/2010/agosto/3a-semana/sistema-de-tratamento-de-esgotona-
zona-rural-traz-melhorais-a-saude-publica-e-ao-meio-ambiente/

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